Há algo de profundamente humano nesse desejo de ficar mais um pouco.
De não querer deixar o mundo, as pessoas, as rotinas simples — o cheiro do café, o toque do sol na pele, o som das folhas ao vento.
Como se o coração dissesse: “ainda não terminei o que vim fazer.”
Talvez não seja a imortalidade que procuramos,
mas a continuidade.
O desejo de permanecer, de sentir que ainda fazemos parte de algo maior,
que a nossa existência ainda tem significado, mesmo nas pequenas coisas.
Uma mulher de noventa e sete anos que ainda conduz,
que sorri ao espelho mesmo quando a mão treme,
não tenta enganar o tempo —
ela vive-o, com uma serenidade que surpreende.
Não é o corpo que a mantém viva, é o Propósito.
Cada gesto — o olá ao vizinho, o café tomado devagar,
a conversa com as flores —
é uma forma silenciosa de dizer:
👉 “Ainda tenho algo a dar ao mundo.”
E talvez seja isso o verdadeiro segredo da vida:
não o tempo que dura,
mas o sentido que damos ao tempo.
Enquanto houver algo que nos faça levantar da cama,
um sonho, uma pessoa, um gesto de amor,
haverá vida.
Porque o corpo envelhece, sim,
mas o propósito — esse — mantém-nos eternos.
☀️ SoLu@ ✨


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