Fases da vida…

Geração sanduíche: você está atravessando essa fase?

Geração sanduíche. Por definição, a expressão se refere à pessoa responsável por duas gerações, ou seja, ao mesmo tempo em que se preocupa com a criação dos filhos e seu próprio futuro, tem a necessidade de cuidar dos pais, normalmente aposentados e incapacitados seja física ou financeiramente.

 

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São fases difíceis… temos os filhos para educar/criar e os pais com problemas da idade (ou não), doenças que não lembram a ninguém, deixam de ser eles 🙁

 

   “No meio da vida, os adultos confrontam­‑se com uma multiplicidade de experiências que apelam a reestruturações relacionais e concorrem para esta tomada de consciência da finitude da vida. Desde logo, o declínio e morte dos pais, no momento em que o próprio corpo dá sinais de perda de juventude. Os pais que precisam ser cuidados são uma estranha versão de filhos (Oldham, 1989), mas a caminho da morte e não da vida. Ao tornarem­‑se “pais” dos seus próprios pais, os adultos de meia­‑idade experimentam a perda de suporte da geração anterior, ao mesmo tempo que devem adaptar­‑se à emancipação dos filhos que, mesmo quando não saem de casa, já não são os filhos da infância, mas competem pelo poder e influência na família, tal como a sua geração compete pelo poder na sociedade. Os adultos de meia­‑idade ainda são quem frequentemente detém a responsabilidade na família e na sociedade, a geração que comanda – mas que fundamentalmente faz a ponte entre a geração dos mais velhos e a geração dos mais novos. São a “geração sanduíche” (Zal, 1993), estão no meio, e creio que é este o significado mais forte de meia­‑idade e meio da vida.

Os anos da meia­‑idade são fundamentalmente caracterizados pela experiência psíquica interna de confronto com a morte (a morte de que a geração anterior se aproxima), e por um balanço e avaliação da vida vivida, aquela que a geração dos mais novos está agora a atravessar. O tempo urge, há sonhos que já não se podem realizar, há sonhos realizados que não deram a satisfação esperada. O tempo urge, porque limitado(…)”

 

–Teresa Fagulha (Professora Associada da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa.)


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