A ressurreição que a Páscoa cristã comemora anualmente está ao alcance de cada ser humano o tempo todo.
A Páscoa, por exemplo, é comemorada no equinócio da primavera, no hemisfério norte, e no equinócio do outono, no hemisfério sul. Nesta época do ano, a noite e o dia têm exatamente a mesma duração. A partir da Páscoa, o equilíbrio entre a luz e a sombra é rompido a favor da luz solar, no hemisfério norte. Por isso, tradicionalmente, a Páscoa é vista como o anúncio de um novo começo e como algo que abre espaço para o ressurgimento da vida em todas as dimensões da natureza.
O Natal é outro evento pagão de que o cristianismo apenas se apropriou. O nascimento de Jesus é comemorado exatamente no solstício de inverno do hemisfério norte, o auge da estação fria, a época do ano em que a noite é mais longa.
Assim, a religião cristã é filha e herdeira das antigas tradições religiosas de comunhão com a natureza e com os astros no céu.
A Páscoa simboliza, portanto, o renascimento espiritual de todos os seres como parte do ciclo anual e natural da vida.
“A sabedoria consiste em saber o nosso lugar em cada ciclo vital, e em saber que tipos de ação são necessários para cada momento”, escreve Richard Heinberg.
Antes do renascimento interior, deve haver a morte, a perda, a renúncia, a austeridade, “tapah”, em sânscrito.
Quarenta dias antes da Páscoa, no auge das dificuldades e do frio no hemisfério norte, começam a quaresma e o jejum. A palavra “carnaval” vem do latim medieval carnelevarium, que significa “afastar a carne”, abster-se de comer carne.
Para alguns, jejum talvez seja uma penitência e um castigo. Na verdade, comer menos e purificar-se como preparação para um novo ciclo nada tem a ver com castigo ou infelicidade. A prática moderada de jejum é recomendável para a manutenção da saúde.
“Jejum , meditação, castidade em pensamento, palavra e ação; silêncio durante certos períodos de tempo para permitir que a própria natureza fale a quem se aproxime dela em busca de informação; domínio das paixões e impulsos animais; completa ausência de egoísmo nas intenções, e o uso de certo incenso e certas fumigações com objetivos fisiológicos, têm sido apontados como instrumentos desde a época de Platão e Jâmblico, no Ocidente, e desde os tempos ainda mais remotos de nossos Rishis hindus.”
O corpo físico humano é como um templo que não deve ser desrespeitado porque nele mora um espírito divino, uma alma imortal. Esse templo pode ser destruído, porque a morte é uma necessidade. Mas ele ressurgirá – porque a cada morte corresponde um renascimento. A filosofia esotérica concorda com Pitágoras e ensina que a reencarnação é um fato e uma lei.
Nem tudo pode ser dito abertamente, a qualquer momento e para qualquer pessoa. É preciso ter cuidado com as palavras.
Os ovos de Páscoa são herança dos festivais pagãos da primavera do hemisfério norte. Eles simbolizam o renascimento da vida em toda sua variedade. Já a presença do coelho nesse “festival de renascimento” pertence à cultura egípcia. A lebre era símbolo da fertilidade e representava a periodicidade dos ciclos naturais da vida.
A tradição afirmava que o coelho costuma esconder ovos de Páscoa para as crianças procurarem.
Fonte: http://www.filosofiaesoterica.com/ler.php?id=853#.VvU5TH_J_IU

Leave a Reply